CFOP 1411: o que significa, quando usar e como lançar na devolução com ST

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Caminhão azul representando a atuação da GR com contabilidade para transportadoras

CFOP 1411 é o código usado para registrar a entrada de devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, em operação interna e com mercadoria sujeita à substituição tributária. Em termos práticos, ele entra na operação quando a empresa recebe de volta uma mercadoria que havia vendido dentro do estado, com ST, e precisa desfazer corretamente os efeitos fiscais e contábeis da venda original.

Esse é um código que costuma gerar erro porque muita empresa olha apenas para a palavra “devolução” e ignora os três filtros que realmente importam: a mercadoria foi adquirida de terceiros, a operação estava sujeita à ST e a devolução é interna. Se um desses pontos mudar, o CFOP pode ser outro.

Se a sua dúvida começou na emissão da nota, também vale revisar o conteúdo sobre nota fiscal de devolução. E se o problema estiver na classificação do item, ajuda conferir também classificação fiscal de mercadorias.

O que significa CFOP 1411?

Segundo a tabela CFOP, o 1411 corresponde à devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária.

Na prática, isso significa o seguinte:

  • 1 = entrada dentro do estado
  • 4 = grupo de devoluções e retornos ligados à ST
  • 11 = devolução de venda de mercadoria comprada de terceiros

O ponto central é que o CFOP 1411 não serve para qualquer devolução. Ele serve para uma devolução muito específica, com mercadoria de terceiros, operação interna e presença de substituição tributária.

Profissional de contabilidade revisando checklist fiscal para definir quando usar o CFOP 1411
A decisão sobre o CFOP 1411 depende da natureza da mercadoria, da ST e do tipo de devolução.

Quando usar o CFOP 1411?

O CFOP 1411 deve ser usado quando estes requisitos aparecem ao mesmo tempo:

  • a empresa está recebendo de volta a mercadoria vendida;
  • a mercadoria foi adquirida ou recebida de terceiros, e não fabricada pelo próprio estabelecimento;
  • a operação original estava sujeita ao regime de substituição tributária;
  • a devolução acontece em operação interna, ou seja, dentro do mesmo estado.

Se esse for o cenário, o 1411 é o código que melhor traduz a operação na escrituração da entrada.

Quando o CFOP 1411 não deve ser usado?

Esse é o trecho que mais evita erro. O 1411 não deve ser presumido só porque houve devolução. Veja os desvios mais comuns:

SituaçãoLeitura correta
Mercadoria sem substituição tributáriaO 1411 deixa de fazer sentido. A análise normalmente migra para outro CFOP de devolução, como o 1202, conforme a operação.
Mercadoria de fabricação própriaO foco deixa de ser “mercadoria adquirida de terceiros”. Nesse caso, o enquadramento costuma ir para o 1410, não para o 1411.
Devolução interestadualComo o primeiro dígito muda, a lógica costuma sair do 1411 e migrar para CFOP da série 2, como o 2411, conforme a operação.
Remessa, retorno para conserto, demonstração ou industrializaçãoNão é caso de devolução de venda. A análise passa para CFOPs próprios de remessa e retorno.

Se a empresa erra aqui, o impacto normalmente aparece em NF-e, SPED, estoque e coerência da apuração.

Qual a diferença entre CFOP 1411, 1202, 1410 e 2411?

Essas comparações são as que mais resolvem a busca do usuário:

  • CFOP 1411: devolução de venda de mercadoria de terceiros, com ST, dentro do estado.
  • CFOP 1202: devolução de venda de mercadoria de terceiros, mas sem o enquadramento específico de ST do 1411.
  • CFOP 1410: devolução de venda de mercadoria sujeita à ST, mas de produção do próprio estabelecimento.
  • CFOP 2411: mesma lógica do 1411, mas em operação interestadual.

Se você quer acertar rápido, faça este teste:

  1. A mercadoria é de terceiros ou própria?
  2. Tem ST ou não?
  3. A devolução é interna ou interestadual?

Essas três respostas normalmente já eliminam o chute.

Quem emite a nota de devolução com CFOP 1411?

Aqui existe uma distinção operacional importante. Quem devolve a mercadoria normalmente emite a nota de devolução, quando for contribuinte e tiver obrigação de emissão do documento fiscal. Já quem recebe a mercadoria de volta precisa escriturar corretamente essa entrada com o CFOP compatível com a operação.

Na prática, isso costuma funcionar assim:

  • se o cliente for contribuinte, ele emite a nota de devolução;
  • se o cliente não for contribuinte, a empresa que recebe a mercadoria de volta pode precisar emitir a nota de entrada para formalizar a devolução, conforme a regra aplicável.

O erro comum aqui é misturar quem está emitindo o documento com quem está registrando a entrada. O 1411 faz sentido justamente do lado da entrada da devolução.

Como preencher a NF-e com CFOP 1411 sem errar?

Se a operação realmente se enquadra no 1411, o preenchimento precisa respeitar a operação original. O caminho mais seguro é este:

  1. Localize a nota fiscal original, porque a devolução deve conversar com ela.
  2. Referencie a NF-e original, com chave de acesso, número, série e data, conforme o sistema exigir.
  3. Repita os itens devolvidos, com descrição, unidade, quantidade e valores coerentes com a operação desfeita.
  4. Mantenha coerência tributária com a venda original, inclusive em relação ao ICMS-ST e ao CST/CSOSN aplicável.
  5. Descreva o motivo da devolução nas informações complementares, quando necessário.
  6. Escriture estoque e fiscal ao mesmo tempo, para não criar diferença entre o físico, a NF e o SPED.

Em devolução, a nota não deve parecer uma nova venda. Ela deve deixar claro que está desfazendo uma operação anterior.

Equipe administrativa conferindo mercadorias devolvidas e documentos fiscais em exemplo prático do CFOP 1411
O uso prático do CFOP 1411 aparece quando a devolução precisa desfazer corretamente a venda original com ST.

Exemplo prático de uso do CFOP 1411

Imagine uma loja que comprou mercadorias de um distribuidor para revenda. Esses produtos já saíram da origem com substituição tributária. Depois, a loja vende parte desses itens para um cliente no mesmo estado. O cliente devolve a mercadoria por defeito ou desacordo comercial.

Nesse cenário, a empresa que está recebendo a mercadoria de volta precisa tratar a entrada da devolução de forma coerente com a venda original. Se a operação for interna, com mercadoria de terceiros e sujeita à ST, o CFOP 1411 é o enquadramento natural da entrada.

O que não dá para fazer é usar o 1411 sem verificar se realmente havia ST, se a mercadoria era de terceiros e se a devolução não virou interestadual.

Quais erros mais comuns fazem a empresa errar o CFOP 1411?

  • usar 1411 em qualquer devolução, sem checar se havia ST;
  • confundir mercadoria de terceiros com mercadoria de fabricação própria;
  • ignorar que a operação interestadual muda o primeiro dígito do CFOP;
  • preencher a devolução com dados diferentes da nota original;
  • tratar a devolução só como ajuste de estoque e esquecer a coerência fiscal.

Na prática, o risco não é só “usar o código errado”. O risco é desalinhar nota, escrituração, tributação e estoque na mesma operação.

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Se a transportadora está revisando impostos, abertura, faturamento ou enquadramento, vale consultar também o guia sobre Simples Nacional para transportadora para entender quem pode aderir e quais cuidados tomar.

Para decisões fiscais e de regime no transporte, também vale revisar os impactos da Reforma Tributária, IBS e CBS no setor de transporte, especialmente em custos, créditos, precificação e planejamento tributário.

Para aprofundar esse ponto, veja também o guia sobre substituição tributária no transporte, que complementa a análise sobre ICMS, substituição tributária, apuração fiscal e documentos do transporte.

Conclusão: como saber se o CFOP 1411 é o código certo?

Se você quer acertar o CFOP 1411, a lógica é simples: não comece pelo número, comece pela natureza da operação. Primeiro veja se a mercadoria é de terceiros, depois confirme se há ST, e por fim valide se a devolução é interna.

Quando essas três peças se confirmam, o 1411 faz sentido. Quando uma delas falha, a resposta normalmente muda. É exatamente por isso que o artigo certo sobre CFOP 1411 não pode ser genérico. Ele precisa resolver a pergunta prática que está por trás da nota.

Se a sua empresa está com dúvida entre 1411, 1202, 1410 ou 2411, o melhor caminho é revisar a nota original, o tipo de mercadoria e a tributação antes de escriturar. Quando a incerteza também passa pela descrição e enquadramento do item, vale revisar o guia sobre código NCM. Um erro pequeno na devolução costuma virar retrabalho fiscal desnecessário depois.

Perguntas frequentes sobre o CFOP 1411

CFOP 1411 o que significa?

Significa devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, em operação com mercadoria sujeita à substituição tributária, dentro do estado.

Quando usar o CFOP 1411?

Quando a empresa recebe de volta mercadoria que vendeu em operação interna, com ST, e essa mercadoria era adquirida de terceiros.

Qual a diferença entre CFOP 1411 e 1202?

O 1411 é específico para devolução com substituição tributária. O 1202 é usado em devoluções sem esse enquadramento específico de ST.

Qual a diferença entre CFOP 1411 e 1410?

O 1411 se aplica a mercadoria adquirida de terceiros. O 1410 se conecta à devolução de mercadoria de produção do próprio estabelecimento.

CFOP 1411 pode ser usado em devolução interestadual?

Não é o enquadramento natural. Se a devolução for interestadual, a análise normalmente migra para o código correspondente da série 2, como o 2411, conforme a operação.

Quem emite a nota de devolução com CFOP 1411?

Em regra, quem devolve a mercadoria emite a nota de devolução quando for contribuinte. Quem recebe a mercadoria de volta deve registrar corretamente a entrada da devolução com o CFOP compatível.

Para aprofundar o tema, veja também nossa página de contabilidade para transportadoras e conheça a GR Assessoria Contábil.

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