O código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) é a classificação usada para produtos/mercadorias na nota fiscal. Resposta direta: serviço não tem NCM. É por isso que as buscas mais comuns são “ncm serviços”, “ncm de serviços prestados” e “ncm genérico”.
Na vida real, isso aparece no pior momento: a empresa vai emitir uma nota, o sistema exige NCM, alguém sugere “coloca um genérico” e pronto — até o dia em que a validação falha, o SPED acusa divergência ou a fiscalização questiona. Em transportadoras, isso é ainda mais sensível, porque documentação é rotina. Se você quer estruturar isso do jeito certo, veja contabilidade para transportadoras e planejamento tributário.
Atualizado em 2026: o objetivo aqui é tirar você do “NCM no chute” e levar para um processo simples e repetível. A classificação correta depende do que você vende (produto) e de como você presta (serviço), então valide o seu caso antes de padronizar.
O que é NCM (e para que ele serve)
NCM é um código padronizado para classificar produtos. Ele orienta tributos, estatísticas e fiscalização. Pense nele como a “identidade fiscal” do item vendido.
Serviço tem NCM? (por que a resposta é “não” na maioria dos casos)
A confusão acontece porque o emissor pede NCM e a pessoa tenta encaixar serviço como mercadoria. Só que serviço segue outra lógica (por exemplo, ISS; e, quando aplicável, NBS). Portanto: se sua pergunta é “qual o NCM para serviço?”, o primeiro passo é confirmar se você está emitindo nota de serviço ou nota de mercadoria.
NCM genérico: o que é e por que dá problema
“NCM genérico” é quando você usa um código só para preencher campo, sem representar o produto real. Isso gera rejeição, inconsistência em obrigações e risco fiscal.
NCM “universal” existe?
Não. O NCM depende de produto, material e uso. O atalho vira retrabalho.
Posso usar NCM 0000.00.00?
Na prática, não é uma boa ideia. Mesmo quando o sistema “aceita”, isso tende a sinalizar erro de cadastro e pode gerar problemas em validação e escrituração.
Como acertar o NCM (passo a passo que funciona)
- Decida o documento: é nota de mercadoria ou de serviço?
- Se for mercadoria, descreva corretamente o produto (material, uso, composição).
- Classifique o NCM com base na descrição técnica (evite achismo).
- Atualize o cadastro no ERP/emissor e valide em uma emissão de teste.
- Se for serviço, ajuste o cadastro para a lógica correta (ISS e referências aplicáveis).
Checklist rápido
- É produto ou serviço?
- O cadastro tem descrição técnica suficiente?
- Existe um responsável por revisão periódica?
- Há histórico de “genérico” que precisa ser saneado?
Como isso impacta transportadoras
Transportadoras vivem de rotina documental. Um erro fiscal replica em contratos e obrigações. O custo é retrabalho e risco. Se fizer sentido, alinhe com contabilidade para transportadoras e planejamento tributário.
Perguntas frequentes (FAQ)
Serviço tem NCM?
Em regra, não. NCM é para mercadorias/produtos. Para serviços, a tributação segue outra lógica (ISS; e NBS quando aplicável).
O que é NCM genérico?
É um “coringa” usado sem classificar corretamente o produto. Pode gerar inconsistências e risco de autuação.
Posso usar NCM 0000.00.00?
Não é recomendável. O correto é identificar o NCM real do produto ou ajustar o documento quando for serviço.
Conclusão: se você está buscando “NCM para serviço”, provavelmente o problema é enquadramento/parametrização. Arrumar isso agora evita rejeições e risco fiscal depois. E se a sua operação é transporte, isso vira vantagem competitiva porque reduz retrabalho e melhora previsibilidade. Quando quiser organizar a base, fale com a gente: contabilidade para transportadoras + planejamento tributário. Chame no Fale Conosco.